Sábado, Setembro 25, 2004 :::
E então? O q nós aprendemos? Estamos tristes? Talvez sim, talvez não. O certo é q não estamos plenamente felizes e isso já é alguma coisa.
E fora isso? Bem, em primeiro lugar, gente eu não queria falar SÓ sobre amor romântico, mas TODO tipo de amor. Amor por amigos, parentes, às vezes até mesmo lugares e atividades.
No entanto, o amor não existe? Desculpe Marina, mas se eu pudesse acreditar nisso, o principal motivo dos poucos q ainda me mantém agarrado a essa vida terrena (sem melodramas aqui, eu nunca tive muito amor pela vida terrestre, independente da época ou opinião de qualquer um, é só a minha opinião por favor não comecem uma discussão a respeito) expiraria e eu não teria mais motivos para continuar caminhando.
E amor acaba sim. Acaba pq acaba, pq cansa, pq às vezes por mais q haja amor a situação se torna insustentável e insuportável e às vezes, só às vezes acaba pq a gente se perde nessa vida. E, por mais q vc não acredite em amor romântico Marina (seja qual for a sua opinião, eu a respeitarei pois ela é sua) vc não pode dizer q não ama pelo menos, a sua irmã q é figura frequente no seu flog, apenas pra ficar num exemplo.
Mas o q eu acho q é o real problema, é q estamos em tempos de mudança e de mudanças assustadoras. Estamos nos tornando outras pessoas, velhos sonhos estão morrendo, desenvolvendo outros interesses e nos distanciando, se não fisicamente, pelo menos emocional e psicologicamente. Não, não é uma reclamação, eu sempre soube q isso ia acontecer.
Agora, decidimos: abraçamos as mudanças, largamos velhas dores, padrões já conhecidos e nos entregamos ao vento; ou vivemos aqui, ajoelhados no escuro com medo da luz lá fora, sem se entregar, nem realmente viver as possibilidades.
Eu já fiz a minha escolha e já espanei minhas asas? E vcs, também vão se entregar?
Beijos, abraços MUITA paz e luz a TODOS vcs. Especialmente Victor, Felipe, Bella (better now then latter girl!), Macala, Valen e qualquer um que precise!
::: despejado aqui por Mario Gennari às 4:17 PM
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Domingo, Setembro 12, 2004 :::
Não faz sentido. Não faz sentido q eu me sinta tão triste agora por algo q em teoria não é problema meu. Q eu me ressinta tanto por uma dor q não é minha. Mas um casal q adoro não existe mais hoje e, por algum motivo, isso dói demais.
Não tenho palavras realmente pra isso. Nem conselhos, nem saídas. Parece q aquele q tem respostas pra tudo está sem respostas atualmente.
Mas esse é meu 2004 até agora. Um ano de perdas e de poucas soluções, mas muitas reflexões e decepções.
Não, minha decepção não é com ninguém em especial, mas com atitudes - não necessariamente de pessoas q eu conheço - e com essa moeda tão desvalorizada chamada Amor.
Não só pra mim. Mas essa atitude tão descartável que todos temos hoje com essa emoção.
Não sei quanto a vocês, mas mesmo eu - um ateu - acho q a existência de amor é uma prova que existe algum poder superior no universo.
E como nós tratamos isso? Nós tomamos como garantido. Subestimamos a importância dese sentimento por migalhas de emoção, pequenas diferenças e a adrenalina do incerto.
Pausa rápida: não escrevi isso pra dizer que todos os relacionamentos (de qualquer tipo, não só namoros, amor aqui é colocado me toda sua forma: por amigos, família e também por namorada(o)s, etc) acabam por que alguém subestima o amor que existe. Amor também acaba, mas pra mim apenas parece que o outro caso tem acontecido MUITO atualmente.
O que aconteceu com tentar resolver as diferenças? O que aconteceu com tentar até o fim? O que aconteceu com todos nós?
Não sei. Hoje, eu não sei de mais nada. Só sei que essa tristeza vai passar, assim como todas as outras e q, algum dia, nenhum de nós (nem mesmo eu) vai se lembrar disso.
Beijos, abraços, paz e luz a todos.
::: despejado aqui por Mario Gennari às 7:57 PM
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